quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Prefeitura põe lodo de rio em manguezal em Guaratiba

RIO - O decreto publicado pelo prefeito Eduardo Paes na última quarta-feira, que tornou a região de Guaratiba uma Área de Especial Interesse Ambiental, pode não ter sensibilizado a própria prefeitura. Num terreno próximo ao local onde foi montado o Campus Fidei, e pertencente ao mesmo grupo que cedeu o espaço para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), caminhões de uma empresa contratada pela Fundação Rio-Águas, que pertence ao Município, estão despejando sedimentos retirados durante a dragagem do Rio Piraquê. Na sexta-feira, repórteres do GLOBO estiveram no local e verificaram que o mar de lama preta já avança sobre a planície que, segundo especialistas, trata-se de apicum, integrante do ecossistema do manguezal e fundamental para o equilíbrio da região. A Rio-Águas alega que o depósito é provisório e que todo o processo foi “devidamente licenciado pelos órgãos ambientais”.

A rotina de ir e vir de caminhões impressiona. No Piraquê, duas balsas fazem a retirada dos sedimentos que são colocados inicialmente numa margem do rio. Ali, os veículos são carregados e partem cheios para fazer o descarte do material a uma distância de menos de um quilômetro. Seriam pelo menos 30 despejos por dia, que vão formando montanhas para além de uma área que já estava aterrada. A quantidade de detritos é tão grande que fica difícil saber o quanto de área de apicum pode já estar debaixo dos sedimentos.

Fonte: Jornal O Globo



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